Projeto Político-Pedagógico
Principais Diretrizes
- Educação
Infantil
Pressupostos Pedagógicos
- Educação
infantil
- Ens. fundamental 1º
ao 5º ano
- Ens. fundamental 6º
ao 9º ano
- Ensino médio
Currículo
- Educação infantil
“Documento escrito pelos docentes de Educação
Infantil e Ensino Fundamental I, em parceria com
a equipe de Coordenação e Direção”.
"Devemos ser poetas na batalha da educação.
Podemos chorar, mas jamais desanimar.
Podemos nos ferir, mas jamais deixar de lutar.
Devemos ver o que ninguém vê.”
(Augusto Cury)
Concepção de Sociedade
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas são extremamente
competitivas. Por conta desta competitividade, exige-se mais informação,
cultura, capacidade de relacionamento, cobrando muito de todos e
fornecendo poucas possibilidades de aprimoramento pessoal.
De acordo com Moacir Gadotti - São Paulo Perspec. v.14 n.2
São Paulo abr./jun. 2000 – “Falar de "perspectivas
atuais da educação" é também falar,
discutir, identificar o "espírito" presente no
campo das idéias, dos valores e das práticas educacionais
que as perpassa, marcando o passado, caracterizando o presente e
abrindo possibilidades para o futuro. Algumas perspectivas teóricas
que orientaram muitas práticas poderão desaparecer,
e outras permanecerão em sua essência. Quais teorias
e práticas fixaram-se no ethos educacional, criaram raízes,
atravessaram o milênio e estão presentes hoje? Para
entender o futuro é preciso revisitar o passado. No cenário
da educação atual, podem ser destacados alguns marcos,
algumas pegadas, que persistem e poderão persistir na educação
do futuro.
Para podermos então, resgatar conceitos tão importantes
em nossa sociedade, precisaremos revisitar os papéis da família
e da escola para que consigamos estabelecer novos paradigmas.
Concepção de Família
As famílias, de acordo com as novas tendências, estão
cada vez mais ocupadas e preocupadas em “escolher a melhor
escola”, participando cada vez menos da educação
de seu filho(a).
Desta maneira, tornaram-se paternalistas, cobrindo as crianças
de bens materiais, tentando desta maneira, suprir a falta de contato
e valores desta relação. Cria-se com isto, crianças
que não estão preparadas para lidar com a frustração,
que supervalorizam o “status” econômico e que
não sabem lidar com o mundo real e as relações
humanas.
Para os pais, a formação da criança fica então
sendo “responsabilidade” da escola, esquecendo-se que
esta função é primordialmente da família.
A escola é responsável pela construção
do conhecimento da criança, aprimorando e ampliando cada
vez mais a estrutura fornecida pela família, quanto à
formação do ser social.
Citamos neste momento, o trabalho de Maria José Paro Forte,
in The Adolescent and the Family – 1996.
“Os modos de relacionar-se com os outros são apreendidos
e vivenciados em família e refletem os significados que foram
sendo atribuídos, ao longo das gerações, ao
outro, ao mundo e à vida. Os modos de ser habituais, apreendidos
nos anos de convívio com a família, fixam-se e são
transferidos para outras relações fora dela. O agir
cotidiano é irrefletido e nem sempre corresponde ao pensar
idealizado. É importante refletir sobre o vivido, sobre os
hábitos que estão cristalizados para que se possa
descobrir novas possibilidades de ação e novas formas
de ver o mundo, as pessoas e as relações.
O vivido e o pensado não ocorrem num vazio - acontecem na
interação com os outros, envolvendo emoções,
sentimentos. O que pensamos e o que vivemos estão sempre
interligados.
Podemos observar que não há uma definição
única de família, não há um "modelo
ideal". O ideal para uns pode não o ser para outros.
Cada família tem sua especificidade e estabelece um código
próprio (constituído de normas e regras). Cada indivíduo
se apropria deste código e o usa. Cada um tem sua identidade,
mas há uma organização interna à família.
É importante compreender o conjunto, o que acontece com as
unidades inter-relacionadas e facilitar a construção
de um pensado pessoal crítico, que implique numa responsabilidade
pessoal pela escolha dos rumos do vivido”.
Concepção de Escola e Educação
As conseqüências da evolução das novas
tecnologias, centradas na comunicação de massa, na
difusão do conhecimento, ainda não se fizeram sentir
plenamente no ensino ? como previra McLuhan já em 1969 ?,
pelo menos na maioria das nações, mas a aprendizagem
a distância, sobretudo a baseada na Internet, parece ser a
grande novidade educacional neste início de novo milênio.
A educação opera com a linguagem escrita e a nossa
cultura atual dominante vive impregnada por uma nova linguagem,
a da televisão e a da informática, particularmente
a linguagem da Internet. A cultura do papel representa talvez o
maior obstáculo ao uso intensivo da Internet, em particular
da educação a distância com base na Internet.
Por isso, os jovens que ainda não internalizaram inteiramente
essa cultura adaptam-se com mais facilidade do que os adultos ao
uso do computador. Eles já estão nascendo com essa
nova cultura, a cultura digital.
Os sistemas educacionais ainda não conseguiram avaliar suficientemente
o impacto da comunicação audiovisual e da informática,
seja para informar, seja para bitolar ou controlar as mentes. Os
que defendem a informatização da educação
sustentam que é preciso mudar profundamente os métodos
de ensino para reservar ao cérebro humano o que lhe é
peculiar, a capacidade de pensar, em vez de desenvolver a memória.
Para ele, a função da escola será, cada vez
mais, a de ensinar a pensar criticamente. Para isso é preciso
dominar mais metodologias e linguagens, inclusive a linguagem eletrônica”.
Gadotti - São Paulo Perspec. v.14 n.2 São Paulo abr./jun.
2000.
Dentro das novas tendências da educação, vimos
que nosso papel tem sido modificado a cada dia. O professor e a
escola possuem a cada minuto, novas implicações, novas
exigências e novas responsabilidades.
Educar a criança para que entenda e valorize questões
como a noção de ética, cidadania, respeito
mútuo e consumo responsável, faz parte de nossa rotina
atual. Formar um cidadão cooperativo, solidário e
capaz de relacionar-se são critérios comuns à
maioria das instituições de ensino atuais.
"Pensamos em formar cidadãos conscientes, capazes
de colocar-se no lugar dos outros, revendo sua postura e seus valores
a cada momento. "
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